Exames de rotina do Pré-Natal
Ao descobrir a gravidez, é normal uma mistura de sensações como felicidade, preocupação, dificuldade em acreditar. E nesse contexto muitos questionamentos e inseguranças a respeito dos exames a serem realizados, vacinas, vitaminas, tipo de parto, sexo da criança, se será bem formado, se não terá aborto passam pela cabeça em fração de segundos.
Pensando nisso, esse artigo visa ajudar a amenizar a ansiedade e tornar a gestante e familiares participantes ativos e bem informados nessa fase tão gostosa, rápida e muitas vezes imprevisível que é a gestação. Imprevisível pois cada gestação é única, assim como somos seres únicos; mas exceções e intercorrências a parte, existe uma lista de exames a serem solicitados de acordo com a fase da gestação. Esses exames citados são básicos do pré-natal, mas como todo acompanhamento da gestação é individualizado, pode haver necessidade de outros complementos seja por alterações nos exames básicos, doenças prévias, casos de má formação na família, idade materna, entre outros motivos.
A primeira consulta serve principalmente para se ter o primeiro contato com o obstetra, caso esse não seja seu ginecologista de costume; solicitar os exames iniciais, prescrever vitamina, orientar vacinação e uso de repelentes (sempre necessário mas, com maior relevância com o advento de infecções por Zika vírus e suas complicações).
Nesse momento o médico irá fazer alguns questionamentos para definir se sua gestação é de baixo ou alto risco e orientá-la com relação às suas dúvidas e conscientizá-la da importância da adesão e acompanhamento pré-natal para sua saúde e do seu bebê.
Os exames iniciais são:
•Ultrassom obstétrico, que pode ser transvaginal se tiver menos de 10 semanas de gestação.
•Protocolo de Primeiro Trimestre que inclui:
•Hemograma
•Glicemia de jejum
•Tipagem sanguínea ABO Rh
•TSH
•Sorologias: Toxoplasmose, Rubéola, HIV, Sífilis, Hepatite B e C
•Urina com cultura e antibiograma
•Exame de fezes
Serão realizados também dois Ultrassons morfológicos, no primeiro trimestre entre 11 a 14 semanas que visa avaliar possibilidade de alterações relacionadas a doenças cromossômicas como a Síndrome de Down, por exemplo; e no segundo trimestre, entre 20 a 24 semanas que é um exame mais detalhado e avalia a formação dos órgãos fetais.
Já entre 24 a 28 semanas é feito o exame de curva glicêmica (GTTO 75g) para identificar diabetes gestacional, e ainda hemograma, sorologias que vieram negativas no protocolo de primeiro trimestre e exame de urina.
Posteriormente, por volta de 30 a 32 semanas é realizado o protocolo de terceiro trimestre:
•Hemograma
•Glicemia de jejum
•Sorologias que vieram negativas
•Urina com cultura e antibiograma
Para finalizar, a pesquisa ou cultura do Estreptococos do Grupo B (também conhecida como “exame do cotonete”) é realizado entre 35 a 37 semanas e geralmente é realizado também um US obstétrico com doppler após 37 semanas para avaliar a circulação placentária e fetal.
Vale ressaltar mais uma vez que esses são exames básicos de acompanhamento pré-natal, podendo haver necessidade de outros exames de acordo com o acompanhamento.
Por Dr. Orlando Freitas
10 de Setembro de 2019
