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Tratamento e acompanhamento das displasias cervicais (NICS)

Uma vez diagnosticado alterações na citologia oncótica, com lesões a colposcopia que levem a biópsias dirigidas e diagnóstico confirmado por histologia, deve-se definir qual melhor tratamento a ser realizado com intuito de se prevenir o câncer do colo de útero de forma segura e menos mutilante possível, a fim de preservar a vida reprodutiva da mulher.


As alternativas para tratamento podem ser:

•destrutivas (diatermocoagulação, crioterapia ou laser),

•excisionais (conização com bisturi, por cirurgia de alta frequência (CAF) ou com laser). 


Os procedimentos de destruição têm facilidade de realização e baixa morbidade, mas somente podem ser executados quando a alteração é totalmente identificada e doença invasiva descartada, já que não há material para análise histológica posterior; sendo principalmente usados em casos de verrugas genitais induzidas por HPV ou lesões de baixo grau persistentes. Importante ressaltar que lesões de baixo grau, pelo seu baixo potencial de se tornarem câncer e alta taxa de regressão espontânea, são geralmente acompanhadas com exames citológicos e colposcópicos semestrais por até dois anos ou dois exames negativos.


Por outro lado, os métodos excisionais tem a vantagem de permitem a avaliação e confirmação histológica do diagnóstico colpocitológico, exclusão de microinvasão, excisão da lesão displásica.


A CAF para a exérese da zona de transformação (ZT) vem sendo utilizada com sucesso há mais de 10 anos, caracterizando-se como a primeira opção terapêutica em diversos serviços. É uma ótima opção à conização a frio quando carcinoma endocervical ou carcinoma escamoso invasivo são afastados, pois diminui o risco cirúrgico de hemorragia, além de ser rápido e livre de suturas.


O seguimento pós-tratamento das lesões precursoras é considerado um elemento importante na prevenção do câncer cervical, pois permite identificar possíveis recidivas ou margens comprometidas. 


De acordo com o Projeto Diretrizes do Brasil, o acompanhamento adequado deve ser realizado principalmente nos dois primeiros anos porque 85% das recorrências são detectadas com dois anos de seguimento. Em cinco anos, 95% das recidivas poderão ser encontradas. Recomendam-se avaliações clínicas e citológicas com intervalo de seis meses por dois anos após o tratamento. A partir de então o seguimento pode ser realizado anualmente. 


Segundo as Diretrizes de Rastreamento para Câncer de Colo Uterino do Ministério da Saúde, se o exame histopatológico de procedimento excisional (CAF, cone a frio ou excisão por laser) mostrar:

•margens comprometidas por lesão de alto grau (NIC 2 ou 3), o seguimento deverá ser semestral com exame citopatológico e colposcópico por 2 anos. Após esse período, caso seja afastada lesão residual, o seguimento deve retornar a ser trienal. 

•margens comprometidas por NIC 1 ou forem livres de doença, o seguimento deverá ser com citologia semestral por um ano e, após dois exames negativos com intervalo de seis meses, o seguimento poderá ser trienal. 


Novo procedimento excisional deve ser realizado quando a citologia, colposcopia ou nova biópsia demostrar lesão de alto grau.


Por Dr. Orlando Freitas

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