Ginecologia e obstetrícia
HPV e Colposcopia
Última atualização: 06/10/2026

A colposcopia permite investigar alterações relacionadas ao HPV no colo do útero, na vagina e na vulva, orientando o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento adequado.
5.1 Abertura e Apresentação do Cuidado
Receber o diagnóstico de infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) ou uma alteração no exame preventivo Papanicolau gera frequentemente momentos de apreensão, dúvidas e angústia. É fundamental esclarecer de pronto que alterações celulares no colo uterino não representam um quadro de câncer, mas sim sinais clínicos que exigem acompanhamento atento e condução técnica adequada para que sejam revertidos ou tratados a tempo.
O Dr. Orlando Freitas possui título de especialista em Colposcopia e Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI), dispondo de qualificação específica para investigar e tratar com profundidade as alterações provocadas pelo vírus na vulva, vagina e colo do útero. Em nosso espaço em Alphaville, cada paciente é atendida com empatia, rigor ético e acolhimento, garantindo respostas transparentes e tranquilidade desde a primeira consulta.
5.2 O que é e Como Funciona a Abordagem
O HPV é um vírus extremamente frequente na população humana, e em grande parte das mulheres a infecção é combatida e eliminada espontaneamente pelo próprio sistema imunológico sem deixar quaisquer sequelas. Contudo, em alguns casos, a permanência de tipos virais de alto risco oncogênico pode originar lesões precursoras no epitélio do colo uterino que demandam diagnóstico refinado e abordagem médica estruturada.
A colposcopia é o exame padrão para o estudo aprofundado dessas situações, funcionando como uma microscopia direta do trato genital inferior. Utilizando um aparelho com lentes de aumento e filtros ópticos específicos associados a soluções corantes, o especialista identifica as áreas suspeitas com extrema precisão, direcionando biópsias unicamente quando indispensáveis para a confirmação diagnóstica tecidual. A avaliação conduzida pelo especialista em PTGI inclui também a vulvoscopia, que consiste no exame detalhado da pele e mucosa da vulva com o auxílio do colposcópio, permitindo investigar com rigor a presença de alterações ou lesões vulvares associadas ao HPV.
5.3 Para Quem é Indicado
A realização da colposcopia é formalmente indicada para pacientes que apresentaram alterações morfológicas no preventivo citopatológico, tais como atipias de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US ou ASC-H), lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) ou lesões de alto grau (HSIL). Ela também é fundamental nos casos em que há detecção de HPV de alto risco (tipos oncogênicos) em teste molecular, mesmo diante de um preventivo com resultado dentro da normalidade, pois o exame colposcópico possibilita localizar lesões subjacentes que ainda não tenham se manifestado na citologia convencional. A indicação aplica-se igualmente diante de sangramento anormal após o contato íntimo ou quando o exame ginecológico de rotina revela lesões suspeitas na mucosa.
A consulta de acompanhamento de PTGI é voltada também para a investigação de lesões condilomatosas (verrugas genitais na vulva e região perianal) e para o seguimento clínico de mulheres que já realizaram tratamentos prévios de lesões cervicais. O acompanhamento periódico por um especialista em PTGI é a melhor forma de prevenção secundária contra o câncer do colo do útero.
5.4 Como Funciona a Avaliação
A avaliação médica inicia-se pela leitura atenta dos exames citológicos e laboratoriais anteriores, integrando o tempo de evolução da queixa e o perfil de saúde imunológica da paciente ao contexto clínico geral. O diálogo serve para desmistificar preconceitos associados ao HPV, esclarecendo os mecanismos de contágio e reforçando que a presença viral é comum e gerenciável com acompanhamento técnico correto.
O exame colposcópico é realizado na sequência de forma cuidadosa no próprio consultório. Após a visualização do colo do útero e da vagina com o colposcópio, são aplicados reagentes específicos (como ácido acético e solução de Lugol) que evidenciam as áreas com metabolismo atípico, permitindo ao Dr. Orlando registrar as imagens e fundamentar a conduta com total rigor clínico.
5.5 O Procedimento em Resumo
Caso sejam identificadas lesões pré-neoplásicas de alto grau ou persistentes, o tratamento pode incluir a realização de procedimentos minimamente invasivos, tais como a Cirurgia de Alta Frequência (CAF), a eletrocauterização de lesões ou a aplicação tópica de medicamentos específicos. A intervenção pelo método de CAF permite retirar a área lesionada preservando a integridade e a função uterina, sendo executada ambulatorialmente sob anestesia local ou em centro cirúrgico com total segurança.
O procedimento é rápido, focado e tem rápida recuperação tecidual, com a paciente recebendo todas as orientações sobre higiene, uso de medicações cicatrizantes e intervalos de retorno. O seguimento com colposcopias e exames preventivos periódicos assegura o controle da eliminação viral e previne o surgimento de novas lesões ao longo do tempo.
Como parte do cuidado integral, a vacina contra o HPV representa uma valiosa ferramenta preventiva, estimulando o sistema imunológico a combater o vírus. Ela pode ser indicada pelo médico durante o acompanhamento clínico. É importante ressaltar que a vacina não tem a finalidade de tratar lesões já estabelecidas, mas desempenha um papel essencial ao auxiliar o organismo na defesa contra novos tipos do vírus e reduzir riscos de novas infecções.
5.6 Perguntas Frequentes
Recebi um resultado de preventivo alterado, o que devo fazer agora?
A primeira recomendação é manter a calma, pois a maior parte das alterações celulares não representa câncer, mas sim processos reativos ou lesões precursoras tratáveis. O passo seguinte consiste em agendar uma consulta com especialista para a realização de colposcopia e esclarecimento do diagnóstico.
O HPV tem cura definitiva no organismo?
Na vasta maioria das pessoas, o sistema imune elimina naturalmente a presença do vírus com o passar do tempo. Para as situações em que o vírus persiste e produz alterações celulares, os tratamentos ginecológicos existentes eliminam as lesões com alta eficácia, devolvendo a integridade ao tecido do colo uterino.
O exame de colposcopia costuma causar dor?
A colposcopia não é dolorosa, sendo bastante similar à coleta convencional do preventivo ginecológico. A paciente pode notar um leve ardor passageiro no momento da aplicação das soluções reagentes ou uma sensação de cólica muito suave caso haja indicação de realização de biópsia pontual.
A vacina contra o HPV trata as lesões?
Não. A vacina atua na prevenção: estimula o sistema imune a se defender contra os tipos do vírus que ela cobre. As lesões já existentes são avaliadas e tratadas conforme a conduta médica, e a vacina pode ser indicada como parte do acompanhamento para reduzir o risco de novas infecções.
5.7 Agendamento e Ações
Se você apresentou alterações no seu preventivo ou necessita de uma investigação detalhada em colposcopia e patologia do trato genital inferior, agende uma consulta especializada. Entre em contato diretamente pelo WhatsApp no número (11) 91697-0295 ou reserve seu horário online pela Doctoralia.
Outros tratamentos
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Consultas Ginecológicas
Atendimento ginecológico da infância à pós menopausa. É traçado um histórico de saúde, estilo de vida e práticas sexuais da paciente, por meio de exame clinico e ginecológico minuciosos.
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Patologia do Trato Genital Inferior
Diagnóstico e acompanhamento de pacientes em relação às patologias vulvares, vaginais, anais e do colo uterino através da colposcopia e vulvoscopia.
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Tratamento do HPV
Procedimentos para tratamento de lesões induzidas pelo HPV como cauterizações, cirurgias de alta frequência - CAF e laserterapia.
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Inserção de Dispositivos Intrauterinos
Consiste em um pequeno e macio dispositivo colocado dentro do útero pelo seu médico e sua ação depende do material presente em sua haste. Pode permanecer por um tempo de 5 a 10 anos, sendo um dos métodos contraceptivos mais seguros.