Ginecologia e obstetrícia

Incontinência Urinária

Última atualização: 06/11/2026

Incontinência Urinária — Dr. Orlando Freitas

Avaliação e tratamento da perda de urina ao tossir, rir ou fazer esforço, com opções que vão do fortalecimento do assoalho pélvico ao laser íntimo.

Abertura

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, que pode acontecer ao tossir, rir, espirrar, correr ou levantar peso. É mais comum do que se imagina e não deve ser tratada como consequência normal da idade ou do parto.

Os tipos mais frequentes são a incontinência de esforço, quando a perda ocorre em situações de aumento da pressão abdominal, e a bexiga hiperativa, quando há urgência súbita para urinar. Muitas mulheres apresentam os dois tipos associados. A avaliação médica identifica qual é o caso e define a conduta.

O tratamento é individualizado e começa pelas medidas menos invasivas: orientação de hábitos, fisioterapia do assoalho pélvico e, quando indicado após avaliação, o laser íntimo, que pode contribuir para melhorar a sustentação e a lubrificação da mucosa. Casos específicos podem exigir outras abordagens, sempre definidas após avaliação.

Muitas mulheres convivem com a perda de urina por anos por acreditarem que é normal ou por vergonha de falar sobre o assunto. Existe tratamento, e a consulta é o momento de entender a causa e escolher o caminho mais adequado para cada caso.

O que é e como funciona

A incontinência urinária ocorre quando os mecanismos que mantêm a urina na bexiga deixam de funcionar de forma adequada. Isso pode acontecer por enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, por alterações hormonais, por mudanças na posição dos órgãos pélvicos, por cirurgias prévias na região ou por condições que aumentam a pressão dentro da bexiga.

Na incontinência de esforço, a perda acontece quando a pressão abdominal aumenta de repente, como ao tossir, rir, espirrar, correr ou carregar peso. É o tipo mais frequente em mulheres que tiveram partos vaginais ou que apresentam fragilidade do assoalho pélvico.

Na bexiga hiperativa, a perda é precedida por uma urgência súbita e difícil de controlar, mesmo quando o volume de urina na bexiga é pequeno. Nesse caso, a frequência urinária costuma estar aumentada, inclusive durante a noite.

A avaliação médica distingue os tipos e identifica fatores associados, como infecções urinárias de repetição, constipação intestinal, obesidade, tosse crônica e uso de determinados medicamentos. O diagnóstico correto é o que permite escolher o tratamento com maior chance de resultado.

Para quem é indicado

A avaliação é indicada para mulheres que percebem perda de urina em qualquer situação, mesmo que esporádica, e para aquelas que apresentam urgência urinária frequente, aumento do número de idas ao banheiro ou necessidade de levantar durante a noite para urinar.

Também é indicada nas seguintes situações:

• Perda de urina ao tossir, rir, espirrar, correr, pular ou levantar peso

• Dificuldade de chegar ao banheiro a tempo

• Uso de absorvente diário por causa da urina

• Perda de urina durante a relação sexual

• Infecções urinárias de repetição

• Sensação de peso ou de bola na vagina, associada ou não à perda de urina

• Perda de urina que começou após o parto ou após cirurgia ginecológica

A perda de urina não é uma condição inevitável da idade e não precisa ser aceita como parte normal do envelhecimento. A avaliação permite identificar a causa e definir o tratamento adequado.

A avaliação inicial

A avaliação começa pela conversa: quando a perda acontece, em que situações, com que frequência, há quanto tempo e o quanto isso afeta a rotina, o trabalho, o sono e a vida sexual. Esse relato orienta a investigação e define quais exames são necessários.

Em seguida, são revisados o histórico de gestações e partos, cirurgias prévias, doenças associadas, medicamentos em uso e hábitos como ingestão de líquidos, cafeína, constipação intestinal e prática de atividade física.

O exame físico ginecológico avalia a musculatura do assoalho pélvico, a mobilidade da uretra e a presença de prolapsos. Quando necessário, são solicitados exames complementares, como urina tipo 1, urocultura e ultrassonografia, e pode haver encaminhamento para avaliação uroginecológica especializada nos casos que exigem investigação adicional.

Todas as etapas são explicadas antes de serem realizadas, e a paciente tem tempo para esclarecer dúvidas.

O procedimento em resumo

O tratamento é definido conforme o tipo de incontinência, o grau de impacto na rotina e as condições de saúde de cada paciente. As medidas iniciais incluem orientação sobre hábitos, ajuste da ingestão de líquidos e de cafeína, tratamento da constipação e fisioterapia do assoalho pélvico, que é a primeira linha de tratamento na maioria dos casos.

Quando indicado após avaliação, o laser íntimo pode ser utilizado como recurso complementar, com o objetivo de melhorar a sustentação e a lubrificação da mucosa. O procedimento é ambulatorial, realizado no próprio consultório, com anestesia tópica, e a paciente retorna às atividades habituais no mesmo dia.

Casos específicos podem exigir outras abordagens, incluindo medicamentos, dispositivos ou tratamento cirúrgico. A indicação depende sempre de avaliação individual, e nenhum tratamento é iniciado sem diagnóstico definido.

Perguntas frequentes

Perder urina é normal com a idade?

Não. A perda de urina é comum, mas não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Ela tem causas identificáveis e tratamento disponível. A avaliação médica permite definir a conduta adequada para cada caso.


Preciso fazer cirurgia?

Na maior parte dos casos, não. O tratamento começa por medidas menos invasivas, como orientação de hábitos e fisioterapia do assoalho pélvico. A cirurgia é reservada para situações específicas, definidas após avaliação.


O laser íntimo resolve a incontinência?

O laser íntimo é um recurso complementar, indicado em casos selecionados após avaliação. Ele pode contribuir para melhorar a sustentação e a lubrificação da mucosa, mas não substitui a avaliação médica nem a fisioterapia do assoalho pélvico.


Quanto tempo leva para perceber melhora?

O tempo varia conforme o tipo de incontinência, o tratamento indicado e a adesão às orientações. A fisioterapia costuma exigir prática regular por algumas semanas. O acompanhamento permite avaliar a resposta e ajustar a conduta.


A incontinência afeta a vida sexual?

Pode afetar, tanto pela perda de urina durante a relação quanto pelo desconforto e pela insegurança que a condição provoca. É um assunto que pode e deve ser tratado na consulta, com privacidade e sem julgamentos.


O consultório atende por convênio?

O consultório atende pelo convênio CarePlus e na modalidade particular, com emissão de nota para reembolso. As condições e a cobertura podem ser confirmadas com a recepção pelo WhatsApp.


Agendamento e ações

Para agendar uma avaliação de incontinência urinária, entre em contato com a equipe pelo WhatsApp (11) 91697-0295 ou realize a reserva de horário pela plataforma Doctoralia. Os atendimentos são realizados às segundas-feiras no período da tarde e às quartas-feiras ao longo do dia, no consultório situado na Avenida Cauaxi, 293, sala 1314, Edifício Alpha Green, em Alphaville, Barueri/SP.

O atendimento é conduzido pelo Dr. Orlando Freitas, ginecologista e obstetra (CRM-SP 121.548, RQE 93.544), com Título de Especialista em Colposcopia e Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI) e mestrado em Ciências da Saúde. Valores e formas de pagamento são informados pela recepção pelo WhatsApp.

Tabela comparativa de métodos contraceptivos

Os métodos contraceptivos de longa duração têm alta eficácia e não dependem de uso diário. A tabela abaixo compara as opções disponíveis no consultório. A escolha deve ser feita em consulta, considerando o perfil de saúde, o padrão de sangramento desejado e os planos reprodutivos.

Método Duração Hormônio Padrão de sangramento Principais indicações Pontos de atenção

DIU de cobre Até 10 anos Sem hormônio Fluxo mais intenso e cólicas mais fortes nos primeiros meses Mulheres que querem método sem hormônio e de longa duração Pode aumentar cólicas e fluxo; não indicado em sangramento abundante prévio

DIU de cobre com prata Até 10 anos Sem hormônio Semelhante ao DIU de cobre, com menor incidência de cólicas Mulheres que querem método sem hormônio e toleram menos cólica Mesmas considerações do DIU de cobre

DIU hormonal (Mirena) Até 8 anos Levonorgestrel Fluxo reduzido, com possibilidade de amenorreia Mulheres com fluxo abundante, cólicas intensas ou endometriose Pode haver escape nos primeiros meses

DIU hormonal (Kyleena) Até 5 anos Levonorgestrel em dose menor Fluxo reduzido, geralmente mais leve Mulheres que nunca tiveram filhos ou que preferem dispositivo menor Pode haver escape nos primeiros meses

Implante subdérmico (Implanon) Até 5 anos Etonogestrel Pode ocorrer escape irregular, com tendência a reduzir com o tempo Mulheres que querem método discreto e não querem lembrar de nada Inserção no braço; pode haver alteração de humor e acne em algumas pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 26 de outubro de 2026 a ampliação da eficácia contraceptiva do Implanon NXT de 3 para 5 anos de uso contínuo, com base em dados clínicos que demonstraram manutenção da eficácia e perfil de segurança favorável no quarto e no quinto anos. Pacientes que já utilizam o implante podem estender o uso até o novo limite, com orientação médica.

Todos os métodos são colocados no próprio consultório, com técnicas para minimizar o desconforto, incluindo analgesia prévia e anestesia local quando indicado. A posição do DIU é confirmada por ultrassonografia. Valores e formas de pagamento são informados pela recepção pelo WhatsApp.

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